quinta-feira, 9 de abril de 2015

PARA NÃO DIZER QUE NAÕ POSTEI FLORES.




346
Mano Brown
Pratica o que prega
Quebrar a lei
Em tantos pedaços
Para dividi-la
Com o povo
Pobre
Preto
Da vila
Da favela
Da ponte
E do beco
Governo
E justiça
Para quem precisa


quarta-feira, 8 de abril de 2015

DO LIMÃO À LIMONADA.




343
Tempo de crise
Tempo de
Conhecer os amigos
De separar
O joio do trigo
Momento
De extremo darwinismo
Oportunidade
Única
Para quem vai à luta

terça-feira, 24 de março de 2015

SOBRE COTAS E BOLSAS.



341

Superar
Qualquer um supera
É lindo
Quando rola
Pode depender
De vontade
Sorte
Ou da conjunção dos planetas
Mas não venha
Generalizar
O particular        
Fazer da exceção
A regra


No morro
Quase todos negros
No asfalto
Quase todos brancos
Então
Não venha me dizer
Que nada é preciso fazer
Para que se estanque
Essa desigualdade
Flagrante


sábado, 21 de março de 2015

LABIRINTO LEMINSKIANO



338

Acordo cedo nos beiços o café que desperta a fera me debato me estribuxo me delínquo rebato rebuto retruco astuto me escondo mas não todo nem sempre o abdômen a cabeça a bala sola que escama esfola a estopa a garrafa a tropa o filho na porta
acordo ser mais tranquilo menos menino poetizo profetizo o consenso honesto em torno do todo a utopia o sonho antigo de um deus de um paraíso o pecado eterno o inferno dos mortos e dos vivos o medo atributo dos dominados diminuídos indivíduo isolado oprimido mordendo a isca que lhe resta faísca que lhe move te absorve te consome te mantém vivo e útil último objetivo
discordo de tudo que foi escrito atiro para todos os lados há um inimigo que me mira o dinheiro o poder o egoísmo forte bem armado marcha calado se infiltra nos lares pela fome pela guerra urbana cotidiana a igreja as TVs as TVs das igrejas rastejam nas trincheiras por onde ando o poder político da direita e da esquerda corrompidos vendidos para que realmente manda o poder do povo reprimido mais vendido e comprado do que os partidos inocentes que se acham espertos educados conforme o encomendado para marchar enfileirados ou morrerem assassinados a bolsa que te compra a água que te falta a fome da fome a sede da alma a arma quer resta na mão da criança a guerrilha religião a bíblia a gaiola o parafuso solto na cachola  pesadelo que se espalha me esquivo mas não subestimo o perigo dos anos das horas e lugares por onde ando não me submeto me rebelo me preservo íntegro grito alto para ser ouvido durmo tranquilo na toca que pago com dinheiro que ganho do inimigo versos malditos palavras de ordem o hino hiato da verdade dos sentidos para cada lado marcham os instintos inspiro me deformo ao espelho saio vivo mais sábio do que nunca devia ser sabido peço ajuda perco o juízo pago o imposto para o governo e repago para o bandido sobrevivo puto com o indivíduo do processo que impede o progresso e a justiça brigo com o amigo que não enxerga quem manipula controla a câmera e a cena que paga o pato quem rouba o troco quem bate quem apanha quem é o dinheiro quem é o diabo feiticeiro que me mantém escravo estupro ao cidadão estúdio de televisão ruas bueiros universo buraco negro o mel na boca da abelha a goteira e a telha centelha acesa Genebra que se espalha o bárbaro o ébrio cego que se enxerga e muda o mundo de dentro ávido menino que chuta o mundo ao vento sábio o destino a profecia um pedido um desejo escondido as cores que o dia pinta a sombra da nuvem da árvore o simples encanto para o simples momento mágico filtro viajo em busca do portal supero espero admiro miro me inspiro cansado alço voo solitário me encontro no meu mundo secreto onde guardo meus tesouros tudo que me importa o alimento que me falta fruta fresca e saborosa ar puro de um lugar tranquilo lembranças de criança descoberta de um mundo perdido fantástico história de livro fanático fã o menino livre nuvens que passam como um filme o cheiro da manhã no orvalho que 
brilha na terra um rasgo que mina um regato a jusante mais outra que se junta nasce a criança e cresce voa livre se arrisca volta para casa para uma visita o amor na praça dança fogos e a festa a companhia perfeita o leite as frutas a sesta a cesta na sexta o óleo a palma a pedra  floresta que brota resiste e cresce a pátria que se expande do eu para o universo aceito a sorte a brisa o mar a vista o norte o frio na barriga o sorriso que encanta o canto que se expande o entendimento o conflito sadio o tempero seu cheiro desejo gostoso reencontro o fim o começo e o meio a paz e nada mais















domingo, 1 de março de 2015

A QUEM INTERESSA.




336
Prendam quem cultiva
Quem ameaça
O poder do tráfico
Que é o poder
Da polícia
E dos políticos
Donos de mandatos
Aeroportos
E helicópteros
E etc, etc …


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

FRUTA FRESCA.



48

- Você viu quem voltou?
-Quem?
- O que andava sumido
Que todo mundo estava com saudade
O verdinho
O cheiroso
Quebra unhas
Que corta quadradinho
Em quinas
Quase perfeitas
Aresta
As quais não aparo
Deixo-as a amostra

O que deixa redondo
Tonto
Alto
Que leva longe
No pensamento
O que deixa harmônico
Fluindo tranquilo

O proibido
Maldito
Injustiçado
Que paga o pato
Sem ter pecado

Minha inspiração
Minha alegria
Pão
De cada dia
Minha poesia
Com rima certa
 E ritmo para uma melodia

Ele voltou
Mas vai sumir
Porque todo ano é assim
Quem guardou vai ter
Que não
Vai ter que se contentar
Com o que vier
Mofado
Mijado
Podre
malhado
E com pouco a contribuir