sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

DO PÓ À LAMA, DA LAMA AO PÓ.



430
Não és insensível
Ao pó invisível
Que te condena
Reduz sua pena
Na vida Terrena

Pó que nasce
Em Mariana
E se espalha
Pelo continente
Até o Atlântico
Vem de Minas
De helicóptero
E de trem
É bicolor
Mas o mesmo dono
Do poder
Tem
Brilhante
E iridescente
Mata a prestação
E de repente
Mata
Bicho
E gente
Mata o rio
Fere o oceano
Profundamente

Um negócio
Da China
Viável
Em condições precárias
Degradantes
De trabalho escravo
E desrespeito
Ao meio ambiente
Mata
Mata
Bicho
E gente