quarta-feira, 16 de março de 2016

QUE SEJA FUGA ENTÃO.



440
Deixa
Minha fantasia
Que nela
Acordo todo dia
Para trabalhar
Sem me perder
Na utopia

Deixa
Minha poesia
Que me ocupa
Quando não posso
Me ocupar de ti
Que me acalma
Me diverte
Que segura
Minhas barras
Que embalam
A saudade
As estradas
E as distâncias
Que nos separam
É meu robe
Meu carma
Meu darma
Minha alma
Minha cama
Prazeroso dever
Plano B
Válvula de escape
De coisas
Que não se poderia
Fugir
Me salva
De me perder

Não escapo
Não me escondo
Dos meus versos
Não me encolho
Não escolho
Nem quero
Escolher


Me perdoa
Pelo vício
Pelo impulso
De escrever
Perdoa
A poesia
Que me impede
De enlouquecer