segunda-feira, 13 de maio de 2013

DÉJÀ VU.


Dias de outono
sempre me trazem
um déjà vu,
como  me traz,
o primeiro gole
de cerveja.

O sol,
temperado
pelo frio
e pelo vento,
me aconchegam
na paz
de um bom sentimento.
De que valeu
tudo que vivemos.

O outono passa
e virão
outros momentos
mais frios,
mais quentes
compondo os ciclos
desse moto contínuo.


A volta
jamais nos levará
ao mesmo ponto,
já sabemos
o que aprendemos
ontem.
Os ciclos se repetem
sem se repetir.
Pela simples capacidade
de evoluir.

E o outono,
O que tem há ver
com tudo isso?
É só um momento,
déjà vu
de um sentimento
tão fugas.
Que foi somente
semente
para esta poesia.