sábado, 22 de agosto de 2015

CRÔNICAS INACABADAS - PARA OS MEUS BEBES

Pés de poesias
Que dão versos em cachos
Nos seus cheiros
Nos seus abraços
Em que me encaixo
E viajo baixo

240
Todo mundo gosta
De carinho
Todo mundo gosta
De colinho
Todo mundo quer
De natal ganhar
Um carrinho


 235
A mamãe entende
O que diz
O bebê

232
É tão gostoso
O leitinho leitoso
O calor da sua pele
E o amor
Que transborda nos seus olhos

228
A boca serve para falar
A boca serve para comer
A boca serve para beijar
A boca serve para chorar
A boca serve para sorrir
Para abrir portas
Para soprar velas
Para encantá-las
Para fazer bolinha de cuspe

218
Tanto me encanta
A criança
Que depois
De só dormir
Chorar
E mamar
Aprende a sorrir

265
O colo do papai
Não é tão gostoso
Quanto o da mamãe

Mas o papai
É divertido

Faz cossequinhas no neném

272
Quando o sono bate
O neném resiste
Chora
Esperneia
Quer aproveitar
Mas é preciso dormir
Para crescer
É preciso dormir
Para sonhar

314
Praia deserta
A família se diverte
Mãe cuida do bêbe

243
Só seu colo
Nos cala

263
O menino
Nos ensina
A distrair
E abstrair
A dor
Com um colo
Um carinho
Com uma música
E suas doces palavras

305
O pé do neném
É quase uma mãozinha
Até bate palminha
Vai o dedão do pé
Até
A boquinha

296
Num parque
De flores
E pássaros
De ar
E água limpos

Na floresta
Que resta
A criança brinca

292
Quando eu ouço mamãe
Dá vontade de um colinho ganhar
Sentir aquele cheirinho gostoso
Que só ela tem
Aquele leitinho
Sempre prontinho
Sempre quentinho
Com todo carinho
Que só ela tem

274
O pelicano
Mora no oceano
E tem o bico
Maior do que o estômago
Onde guarda
Para o almoço
Um peixe longo

Com seu corpo de pelúcia
E asas de plástico
Distrai o menino

268
Esporte do momento
Arthurofilismo

246
Roic roinc
Faz o gancho
Da rede
Pendurado
Na parede

Voa o menino
Mais do que em pensamento
Sentindo o vento
Que assanha seus cabelos
Cada balanço
São léguas viajadas
Nas estradas
Da imaginação


188
Para o Bê

No desenho
Como na vida
Sempre que se olha
Há o que melhorar

O desenho
É preciso acabar
A vida
É infinita
Enquanto durar

O esforço
É a chave
E o veículo
Para te levar
Onde queres chegar

500
Para o bebe
Tem mais som
As tarraxas 
Do que as cordas do violão

501
Entre tantas
Idas
E vindas
Entre
A demora
Da jornada
E a volta
Para casa
Ele guardou
Seus primeiros passos
Para mim

502
São poéticos
Todos os atos
Da criança
Inocência
Que encanta

São apoteóticos
Os primeiros passos
As primeiras sílabas
As primei birras

Alegria da família

503
Para fazer poesia
Tem que ter arte
Para fazer gol de placa
Para acertar a veia d'água
A picanha com óleo
Fazer a pipa que voa
Arte a parte
É fazer o nenem dormir