domingo, 9 de junho de 2013

MODERNIZANDO.

         Tudo mais                                            
                                                             Nada menos
                       Nunca menos
                                               Sempre mais
                                                                       Nunca tudo
Nunca mais
                                    Nada mais
                                                                      Nunca nada
                      Nunca sempre

                                             Nunca nunca.















sexta-feira, 7 de junho de 2013

quarta-feira, 5 de junho de 2013

1º ATO.

Tudo mentira,
uma farsa minha poesia.
Só o canto da sereia
te levando para uma armadilha.
São só palavras bonitas
arranjadas para me salvar,
para te prender.

Só para dizer
para o mundo
que não és o único
que sente,
o que agora te conto.
Não para que te justifique,
somente
para que te alivies.

Tudo ensaiado.
um enredo encenado
no qual sou ator
autor,
diretor
e plateia.
Mocinho e bandido.

Numa troca injusta
na qual ganho
e perco sempre.
Fico vazio
com um vácuo
que me comprime
por dentro.
Com toda culpa,
da qual eu fujo,
assumindo
a pecha de canalha.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

PRISIONEIRO DE MIM.

Não existe a liberdade
que procuro,
por menos do que a solidão.
Não existem
mar revolto ou proto seguro,
só gaiolas e alçapões.

Um andar sem destino,
desiludindo
quem se arrisca
a andar comigo.
O poeta que afaga
é o poeta que machuca.
O amor que arde
é o que corta e sangra.

A busca da busca,
arrisca a sorte,
perde ou ganha,
aprende,
apanha, apanha.
Sobrevive até amanhã.

sábado, 1 de junho de 2013

SONHO SÓ.

Flutua o sonho
entre as flores
e as pedras.
Se refresca
na cachoeira.
Se embebeda
da brisa
que vem lá da serra
e sonha alto
profundo,
longe de se alcançar.

Se lança
na busca,
cresce na luta.
Sente e curte tudo,
voe livre
pelo mundo
e por onde mais
puder alcançar.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

30 DE MAIO, DIA DO GEÓLOGO.


Onde estão os fósseis,
os continentes perdidos
e todo tempo
decorrido até aqui?

Geólogo,
caçador de pistas,
montador de quebra cabeças,
que decifra o planeta
e lê a rocha,
verdadeira letra de Deus,
ou de quem quer que a fez,
que estuda o rios,
as montanhas
 e o mares,
as forças internas
desde milhões de anos atrás,
onde está o óleo,
o ouro, o saibro...
onde posso construir?
Como posso preservar?

Como seu estudo
é o planeta,
este ele tem que percorrer,
conhecer
cada lugar por dentro.
Se deslumbrar
com a beleza
e a riqueza
da história de cada um

Revolucionário.
E não podia ser diferente,
pois onde ele vai,
sente o que o povo sente.
 
Apaixonado ser
por sua ciência,
que para ele é arte,
discute e desenvolve
até na mesa do bar.
Empolgado explica
para o leigo 
em qualquer lugar.
Dela faz seu ganha pão
e sua poesia.
Está em todo lugar,
na cena do filme.
na calçada, na parede
que ele sempre
para para olhar.
 
Nesse dia 30
Viva Derby,
 Barbosa
e Honestino,
a todos que morreram,
mais ainda os que estão vivos.
E a toda geologia
Que é foda pra caralho.

LEIA O LIVRO
POESIA SÓ DE BRINCADEIRA


E NA
STATUS CAFÉ ARTE E CULTURA, RUA PERNAMBUCO,
1150, SAVASSI
BELO HORIZONTE – MG
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O MILAGRE É ESTAR AQUI

Que falta me faz Deus?
Que milagre mais eu preciso
além de estar vivo
e toda a complexidade
que isso implica?

Que milagre maior
que o universo
e as leis da física?

Onde está a letra de Deus
na Bíblia?
ou na rocha talhada e esculpida,
antes de estarmos aqui?

Quem há de questionar
o tempo
em que as rochas se empilham,
e que esse empilhar é constante?
dia a dia
ano a ano
séculos, milhõnios?
muito mais do que sete dias.

O que se esconde
atrás das parábolas
e metáforas
que tudo explicam
e em tudo se encaixam?

Que falta me faz
se tudo que quero e faço
depende de mim?
Onde está Deus?
se não no homem
que pergunta e responde
que investiga
e não entende.
Que se agarra em algo 
para se suprir.