quinta-feira, 21 de março de 2013

INDEFESO.


Quem sou eu?
sem ninguém
pra me dividir,
para escrever,
para encantar.

Quem sou eu?
para fugir
de quem
me faz a divisão exata,
me eleva
à enésima potência,
me faz pequeno,
indefeso,
à flor da pele.

Quem sou eu?
para mentir,
dizer
que não pensei em ti,
que não fui impelido
pela força do destino
e o coração gritando
aos meus ouvidos.

quarta-feira, 20 de março de 2013

NOVA POSSIBILIDADE.



E se eu me apaixonar?
Se for pra valer?
Se for para a vida?

Parte de mim
ainda te quer
e pede para morrer.
Parte de mim
ainda pulsa viva,
sonha
com uma nova 
possibilidade.

Um novo
horizonte,
Caminhos
não trilhados.
Parte de mim
profetiza,
me enfeitiça,
me promete.

Me intima
a buscar
e merecer
este amor.



Me chama
para o labor,
Para lapidar
o meu ser.
Buscar
o que há
além do prazer.

terça-feira, 19 de março de 2013

SÓ LEMBRA.

Você que olha
e não sabe quem é,
te digo de cara,
não é
o Richard Gere.

Apesar
que tenho uma linda mulher,
magra, linda,
olhos boca e pele,
roupa
e o cheiro  que sinto
no pescoço,
no abraço,
e o paraíso que fica mais em baixo.


Dos beijos,
dos desejos,
do jeito de brincar,
do sorriso
 e da voz
que encanta meus ouvidos.


Você olha e não acredita,
mas eu te digo, não é.
Apesar
 dessa linda mulher.


segunda-feira, 18 de março de 2013

O QUE RESTA É A POESIA.


Depois de tudo,
no fim de tudo,
o que resta
é a poesia.

Depois dos beijos
 abraços,
glórias,
fracassos.

O que resta
é a poesia
e essa
 ninguém me tasca.

Depois do sol,
da lua,
de uma noite
nos seus braços,
do mais lindo
intenso
 amor
e de igual
 intensidade
de dor.

O que resta
é a poesia
que me salva,
 alivia,
que embala
 a minha dor
 e a de tantos outros.

As que eu escrevo
e as que vejo
nos muros
e nas músicas
que traduzem
todo meu sentimento,
como se fosse eu
escrevendo.

Que me pergunta
me explica,
replica e replica
até curar a dor.

Depois do coração partido
e reconstruído.

O que resta é a poesia,
prova da minha vida,
registro arqueológico
da minha existência.

Agradeço profundamente
a tudo que me inspira,
a todo amor
e a toda dor,
a todos os ciclos:
de bonança
e superação.

Resta
em alguma gaveta,
em algum guardanapo,
ou bloco de anotação,
nos e-mails
e mensagens de celular.
Vou ver o quanto disso
posso resgatar,
pedaços
de uma amor
que não vai mais voltar.