segunda-feira, 18 de março de 2013

O QUE RESTA É A POESIA.


Depois de tudo,
no fim de tudo,
o que resta
é a poesia.

Depois dos beijos
 abraços,
glórias,
fracassos.

O que resta
é a poesia
e essa
 ninguém me tasca.

Depois do sol,
da lua,
de uma noite
nos seus braços,
do mais lindo
intenso
 amor
e de igual
 intensidade
de dor.

O que resta
é a poesia
que me salva,
 alivia,
que embala
 a minha dor
 e a de tantos outros.

As que eu escrevo
e as que vejo
nos muros
e nas músicas
que traduzem
todo meu sentimento,
como se fosse eu
escrevendo.

Que me pergunta
me explica,
replica e replica
até curar a dor.

Depois do coração partido
e reconstruído.

O que resta é a poesia,
prova da minha vida,
registro arqueológico
da minha existência.

Agradeço profundamente
a tudo que me inspira,
a todo amor
e a toda dor,
a todos os ciclos:
de bonança
e superação.

Resta
em alguma gaveta,
em algum guardanapo,
ou bloco de anotação,
nos e-mails
e mensagens de celular.
Vou ver o quanto disso
posso resgatar,
pedaços
de uma amor
que não vai mais voltar.

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