quarta-feira, 11 de maio de 2016

PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES.



444
Se saíssemos
Do facebook
Fôssemos
Para a vida
Compartilhar
E curtir
Mas também
Fazer a notícia

Se tivéssemos
Coragem
E disposição
Para levantarmos
A bunda
E irmos à luta
Se nos comprometêssemos
Com as conquistas
Se fôssemos
Mais altruístas
Mais dispostos
Apaixonados
Mais  engajados
Em tudo na vida
Se invadíssemos
As escolas
E aprendessem
Com as crianças

Se todos que falam
Agissem
Se muitos
Não desistissem
Se muitos
Fossem imprescindíveis

Não haveriam
Golpes
E constante seria
A vigília
Não passariam
Os injustos
Nem as injustiças
Não haveriam analfabetos
De nenhum tipo
Não haveriam escravos
E os opressores
Seriam punidos
Haveria paz
E para o bem
Todos seriam
Convertidos

sexta-feira, 15 de abril de 2016

VEM PARA A RUA COMIGO.






441
Sou pelo que nos une
Não pelo o que nos divide
Sei que
Independente do resultado
De domingo
Teremos que estarmos
Unidos
Para cobrarmos
De quem for governar

Sou pela reforma política
Dos bandidos
Cuida a justiça
Para que depois
Que todos estiverem presos
Inelegíveis
Tenhamos meios
E critérios
Para colocar gente boa no lugar

Sou pelo amor
Não pelo ódio
Sou a favor
De que todos
Façam sua parte
Que cada um dê um pouco
Dividamos lucro
E prejuízo

Sou a favor
Do povo na praça
Que todo mundo cresça
Que todos se esforcem
Que todos mereçam
Paz
Amor
Esperança
Tolerância
Seja o que prevaleça
Uma revolução lenta
Que dentro de mim
Começa
A evolução
Que acelera na crise
My brother
Take it ease

quarta-feira, 16 de março de 2016

QUE SEJA FUGA ENTÃO.



440
Deixa
Minha fantasia
Que nela
Acordo todo dia
Para trabalhar
Sem me perder
Na utopia

Deixa
Minha poesia
Que me ocupa
Quando não posso
Me ocupar de ti
Que me acalma
Me diverte
Que segura
Minhas barras
Que embalam
A saudade
As estradas
E as distâncias
Que nos separam
É meu robe
Meu carma
Meu darma
Minha alma
Minha cama
Prazeroso dever
Plano B
Válvula de escape
De coisas
Que não se poderia
Fugir
Me salva
De me perder

Não escapo
Não me escondo
Dos meus versos
Não me encolho
Não escolho
Nem quero
Escolher


Me perdoa
Pelo vício
Pelo impulso
De escrever
Perdoa
A poesia
Que me impede
De enlouquecer