sexta-feira, 15 de abril de 2016

VEM PARA A RUA COMIGO.






441
Sou pelo que nos une
Não pelo o que nos divide
Sei que
Independente do resultado
De domingo
Teremos que estarmos
Unidos
Para cobrarmos
De quem for governar

Sou pela reforma política
Dos bandidos
Cuida a justiça
Para que depois
Que todos estiverem presos
Inelegíveis
Tenhamos meios
E critérios
Para colocar gente boa no lugar

Sou pelo amor
Não pelo ódio
Sou a favor
De que todos
Façam sua parte
Que cada um dê um pouco
Dividamos lucro
E prejuízo

Sou a favor
Do povo na praça
Que todo mundo cresça
Que todos se esforcem
Que todos mereçam
Paz
Amor
Esperança
Tolerância
Seja o que prevaleça
Uma revolução lenta
Que dentro de mim
Começa
A evolução
Que acelera na crise
My brother
Take it ease

quarta-feira, 16 de março de 2016

QUE SEJA FUGA ENTÃO.



440
Deixa
Minha fantasia
Que nela
Acordo todo dia
Para trabalhar
Sem me perder
Na utopia

Deixa
Minha poesia
Que me ocupa
Quando não posso
Me ocupar de ti
Que me acalma
Me diverte
Que segura
Minhas barras
Que embalam
A saudade
As estradas
E as distâncias
Que nos separam
É meu robe
Meu carma
Meu darma
Minha alma
Minha cama
Prazeroso dever
Plano B
Válvula de escape
De coisas
Que não se poderia
Fugir
Me salva
De me perder

Não escapo
Não me escondo
Dos meus versos
Não me encolho
Não escolho
Nem quero
Escolher


Me perdoa
Pelo vício
Pelo impulso
De escrever
Perdoa
A poesia
Que me impede
De enlouquecer

quinta-feira, 10 de março de 2016

SAREL NA CASA DE STAEL.



439
Ontem à noite
Depois do expediente
De caixote
E bicicleta
Me mandei
Para o centro

De bar
Em bar
Em cima
Do Caixote
Exercendo o ofício
De declamar

Quando um moço
Me disse
Que na casa de Stael
Acontecia
Um Sarel
Oportunidade ímpar
Para um poeta
Que faz as mala
De seus versos
E os leva
Para viajar

Como oportunidade
Na vida
É o que não se perde
Fui o tal Sarel
Conhecer

Tinha gente
Não muita
Não pouca
Suficiente
Inteligente
Sorridente
Diferente
Da média da sociedade
Que engrossa
O estouro da boiada
Correndo
Para o abismo

Tinha musica
Ao vivo
Autoral
Bem de perto
Um encanto
Tinha poesia
Declamada
E para quem quisesse
Ler
Não eram poucas
E muito boas
Eram as poetisas
Tinha comida gostosa
Tinham crianças
Tinham gatos
Convidados para a festa

Tudo numa casa
Decorada
Iluminada
Colorida
Encantada
Que me fez
Me sentir em casa

Era dia das mulheres
Fiz minha homenagem
E até ouvi
De uma parede
Esta poesia:

“Minha utopia:
Que todos os dias
Sejam
Simplesmente dias

Que não hajam mais
Minorias”

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

UMA DITADURA SUTIL.



436

O capitalismo

É degradante

Trabalho escravo

E estressante

Ao meio ambiente

Gente

Comendo

Gente

Peca

Pelo excesso

E pela falta

Desequilíbrio

Entre

Quem recebe

E quem trabalha


Um planeta

Tão imenso

Consumido

Por tão poucos

Fazer dinheiro

Pelo simples prazer

De se ter

Dinheiro


O capitalismo

É um abismo

Em que

Nos jogamos

Todos

Por medo

Escolha própria

Falta de opção

Ou ilusão

Decadente

Sempre

Se recicla

Se disfarça

Sobrevive

E dá as cartas


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

PARA QUEM REZA-SE O TERÇO.

Um terço para mim
Um terço para o resto
Um terço para Aécio

Uma rima capenga
Um trocadilho besta
É tudo que me resta

E a justiça?
Ao que se presta?
Ao que vem ao caso
Para a imprensa
Que pensa
Em quem manda
Em que paga a conta
Quem defende a cota
Mantém a meta
De se manter impune
Imune
Á qualquer ética
Privilégios eternos
Desse sistema podre
Que um dia sonhamos
MUDAR