sábado, 29 de junho de 2013

QUANTOS DIAS?




Em quantos dias


se faz um livro


de poesias?



Com quantas rimas,

com quantas dores?

Quantas histórias

tenho que inventar?


Quantas flores

tenho que colher

e plantar?


Quantos corações

Machucar?

Sendo o meu sempre

o primeiro.


Quantas poesias eu colho?

Quantas eu pesco?

Quantas eu caço?

Quantas eu ganho?

Quantas eu busco?

Quantas eu faço?

Quantas boas?

Quantas descarto?

Quantas minhas?

Quantas suas?

Quantas encantam,

quantas ensinam?

Quantas são só

palavras e rimas?


A grande dúvida

se há ou não há

escolha.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

DO CERRADO À MATA ATLÂNTICA.

Embaúbas
pratas
que se destacam
na copa da mata
de Vitória ao córrego
da minha infância

Guapuruvus sem folhas
mãos estendidas para céu
que se destacam
acima 
da copa da mata

Quaresmeiras
à beira
do caminho
e nos jardins

Gameleiras parasitas
com suas raízes
malabaristas
nos babaçus artistas
Flores do campo
numa manhã de sol

Ao som do passaredo
e a beleza
das borboletas

Coisas simples
que me encantam
desde de criança




terça-feira, 25 de junho de 2013

domingo, 23 de junho de 2013

EXPERIÊNCIAS.


O poeta

Tem que ter experiências

Raras profundas

Conturbadas

Ninguém compra monotonia

Trágica trama uma comédia

Minha poesia


Às vezes verdade

Às vezes finjo um suspiro

Mas sempre fugindo

De tudo que me prende

sexta-feira, 21 de junho de 2013

TE ESCREVO PELA MÍDIA.


Vais ter notícias minhas

Pelo livro

Por um quadro

Em alguma galeria

Ou quem sabe um dia

No teatro

Vendo minha peça

Sobre reciclagem

No blog que é

Uma fonte quase diária

De mim


Mas diante de ti

Eu fico mudo

Sem saber o que dizer

quarta-feira, 19 de junho de 2013

NOVO MUNDO.


Um novo mundo está chegando

Vamos abrir as portas

Para ele entrar

Vamos arrumar a casa

Preparar o espírito

Mudar os hábitos

Preservar somente o que é bom



Vamos à luta

Vamos para a rua

Fazer a revolução

Mas pense, reflita

Qual é o seu papel

Na fila

Na prova

Na disputa justa

Na compra, na venda


Não quebre nuca

Sempre construa

Faça sua emergia

Sempre positiva

E aplique-a para o bem


O novo mundo

Só é novo

se for para todos

juntos no mesmo oceano

sem ilhas

nem fronteiras

nem muros

nem prisões


Só o amor

E paz

Nos corações



BUSCA.


Em busca de algum luar

de alguma fogueira,

alguma cachoeira.

Sei que agora

é só poesia

e brincadeira.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

SHE IS GONE.


Ontem durante a viagem

chorei tão gostoso,

tão sentido

ao som de moc bird

becouse she is gone.


Chorei de dentro

num fluxo contínuo

como um homem,

não com um menino.


Sua doce dor,

chorei.

Chorei sua falta

e sua presença,

por ter ainda

esperança.


E por sorte three little bird

era a música seguinte.

Não chorei pelo Bob,

ele sempre me acalma,

chorei por ti

luz da minha alma.


Chorei só por sentir,

chorei de gratidão

por estar aqui,

por tudo que vivi ,

e ainda vou viver,

por mim e por você.

sábado, 15 de junho de 2013

LETRA D'ÁGUA.

Não deixe para ler depois
O que a água escreveu hoje
Amanhã o vento pode apagar
Ou uma outra maré cheia
Reescrever tudo na descida
Deixando de ontem
somente sombras

Poderá uma catástrofe
Fechar
O livro
Gguardando-o seguro
Numa estante
Para um leitor
De um futuro distante
Que conforme
O paradigma do momento
Reescreverá essa poesia



quinta-feira, 13 de junho de 2013

DESCOBRI VOCÊ.

Quando te vi
quis logo te conhecer.
Demorou muitos dias
para isso acontecer.

Depois descobrir
que era muito mais
do que eu esperava de você.
Não esperava me apaixonar,
muito menos te amar.

Mas o doce da sua voz
e a música do seu olhar
fizeram me entregar
sem vontade de ir
nem de voltar.

terça-feira, 11 de junho de 2013

LEMINSKIANDO.

Vou, resolver,
meus, problemas,
com, as, vírgulas.
Em, outro, momento,
resolvo, os, dos, ácêñtòs.
Assim, sucessivamente,
todos, os, outros.

No, coração,
vou, colocar, ponto.
E, em, todo, sentimento.





domingo, 9 de junho de 2013

MODERNIZANDO.

         Tudo mais                                            
                                                             Nada menos
                       Nunca menos
                                               Sempre mais
                                                                       Nunca tudo
Nunca mais
                                    Nada mais
                                                                      Nunca nada
                      Nunca sempre

                                             Nunca nunca.















sexta-feira, 7 de junho de 2013

quarta-feira, 5 de junho de 2013

1º ATO.

Tudo mentira,
uma farsa minha poesia.
Só o canto da sereia
te levando para uma armadilha.
São só palavras bonitas
arranjadas para me salvar,
para te prender.

Só para dizer
para o mundo
que não és o único
que sente,
o que agora te conto.
Não para que te justifique,
somente
para que te alivies.

Tudo ensaiado.
um enredo encenado
no qual sou ator
autor,
diretor
e plateia.
Mocinho e bandido.

Numa troca injusta
na qual ganho
e perco sempre.
Fico vazio
com um vácuo
que me comprime
por dentro.
Com toda culpa,
da qual eu fujo,
assumindo
a pecha de canalha.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

PRISIONEIRO DE MIM.

Não existe a liberdade
que procuro,
por menos do que a solidão.
Não existem
mar revolto ou proto seguro,
só gaiolas e alçapões.

Um andar sem destino,
desiludindo
quem se arrisca
a andar comigo.
O poeta que afaga
é o poeta que machuca.
O amor que arde
é o que corta e sangra.

A busca da busca,
arrisca a sorte,
perde ou ganha,
aprende,
apanha, apanha.
Sobrevive até amanhã.

sábado, 1 de junho de 2013

SONHO SÓ.

Flutua o sonho
entre as flores
e as pedras.
Se refresca
na cachoeira.
Se embebeda
da brisa
que vem lá da serra
e sonha alto
profundo,
longe de se alcançar.

Se lança
na busca,
cresce na luta.
Sente e curte tudo,
voe livre
pelo mundo
e por onde mais
puder alcançar.