segunda-feira, 13 de maio de 2013

DÉJÀ VU.


Dias de outono
sempre me trazem
um déjà vu,
como  me traz,
o primeiro gole
de cerveja.

O sol,
temperado
pelo frio
e pelo vento,
me aconchegam
na paz
de um bom sentimento.
De que valeu
tudo que vivemos.

O outono passa
e virão
outros momentos
mais frios,
mais quentes
compondo os ciclos
desse moto contínuo.


A volta
jamais nos levará
ao mesmo ponto,
já sabemos
o que aprendemos
ontem.
Os ciclos se repetem
sem se repetir.
Pela simples capacidade
de evoluir.

E o outono,
O que tem há ver
com tudo isso?
É só um momento,
déjà vu
de um sentimento
tão fugas.
Que foi somente
semente
para esta poesia.


2 comentários:


  1. Poeta,

    Como sempre tudo perfeito, palavras, encaixe delas.
    Ma eu confesso quando tenho a sensação de dèjá vu, geralmente elas são trites.

    Abraços

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  2. Tens mesmo razão de ter ficado orgulhoso por ter adiantado o trabalho do domingo, está poesia, como todas as outras, ficou lindíssima!

    Linda, leve, gostosa de lê, de sentir e mergulhar de cabeça em todos estes sentimentos, não importa para qual direção eles se direcionam ou quem seja o alvo inspirador desta. O que importa é o amor demonstrado, a superação percebida, a sensação de que os bons momentos sempre ficarão. E que o dèjá vu, no sentido do que aqui se pretende, não é uma sensação triste, mas uma sensação de crescimento, aprendizado e de oportunidades vividas. Boas lembranças que nos alimenta e nos dá gás para vivermos o presente em paz e tranquilos, isto é o que de fato importa.

    Linda, linda poesia!

    “Pintura”

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