sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

DO PÓ À LAMA, DA LAMA AO PÓ.



430
Não és insensível
Ao pó invisível
Que te condena
Reduz sua pena
Na vida Terrena

Pó que nasce
Em Mariana
E se espalha
Pelo continente
Até o Atlântico
Vem de Minas
De helicóptero
E de trem
É bicolor
Mas o mesmo dono
Do poder
Tem
Brilhante
E iridescente
Mata a prestação
E de repente
Mata
Bicho
E gente
Mata o rio
Fere o oceano
Profundamente

Um negócio
Da China
Viável
Em condições precárias
Degradantes
De trabalho escravo
E desrespeito
Ao meio ambiente
Mata
Mata
Bicho
E gente

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

POESIA REALISTA.



428
Cada poesia
Que te faço
É um contrato
Assinado
Aditivo
Desta obra
Que nunca termina
Sem sobrepreço
Cálculos
Ou cláusulas ilícitas
Equilíbrio
Entre vantagens
E comprometimento
De todas as partes

Minha poesia
Não é mentira
Tem firma reconhecida
A honro
Sob pena
Da minha consciência
E em respeito
A quem
Com ela
Se encante
E que não se engane
Brinco
Mas não minto
Nem me escondo
Às vezes
Deixo subentendido
Apenas
Para não ser
Ferido
Das flores
Do caminho
Que me encantam
E inspiram
Só colho poesia
Que não é mentira
Não é
Promessa vazia

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

MEU SOTAQUE.



183
When I say
I love you
Somebody doesn’t 
Understand
Becouse is jamaican
My accent
I like reggae so
My friend