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terça-feira, 12 de janeiro de 2016
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
NO CAMINHO DA KIWA.
419
Na cidade de pedra
Canta o vento
Aos meus ouvidos
A música
Do ar
Em movimento
O pulso
Que atinge
Os tímpanos
E o espírito
Meus passos
Compõe
A trilha
Da trilha
Por sobre os registros
Registro
Meus rastros
Capto
O Universo
Com todos os sentidos
Meus calos
Tributos
Da minha glória
Marcas
Que levarei
Para o túmulo
Dores que esqueço
Por um instante
Enquanto
Deslumbra a vista
Quando avisto
A pontinha do Pico
Como são bonitas
As margaridas
Minhas preferidas
Que dançam
E brilham
No seu palco
Platô na topografia
A fratura
Que se alinha
Onde a água
Se aninha
Busca o caminho
Da menor energia
Do plano de fraqueza
Direção de maior alívio
Leva rocha
Deixa gruta
Para nosso deleite
E desafio
sábado, 3 de outubro de 2015
A BOLA DO VESRSO.
407
No país do futebol
Resolvi ser poeta
Atleta
Das letras
Do pensamento
Com palavras bonitas
Driblar a métrica
Fazer rimas de placa
Versos de bicicleta
Empolgar a galera
Com inusitadas idéias
Levantar a platéia
Fiz da vida
Meu campo
No meu jogo
A pedra
A flor
O amor
E todo sentimento
O que capto
O que experimento
Mato no peito
A palavra
Ou escrevo
De bate-pronto
Muito chutei para fora
Também acertei no anglo
Já tive que fazer a jogada
Cavar a palavra
Também
Na cara
Já recebi o gol pronto
sábado, 12 de setembro de 2015
FICOU COMO SERIA.
Manuela
seria
Mas ela
Não esperou
A primavera
Apesar
Que a cidade
De flores já
se vestia
Para sua
espera
Ficou então
Maria
Que rima
Com poesia
Amor
E alegria
É o nome da
minha avó
E da tia
Mais tia
De todas as
tias
Tia Neném
Do tio
Manoel
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
SÓ PARECE.
Você que
olha
E não sabe
que é
Te digo de
cara
Não é o
Richard Gere
Apesar
Que tenho
Uma linda
mulher
Que está
barriguda
Grávida de
uma menina
Dos seios
fartos
Olhos grandes
Cabelos lindos
Viçosos
E boca
Que é
Doce de
leite
Azeite
Em que me
rego
Lambuzo
Me esfrego
Amor aventureiro
Romance quente
Para toda
vida
Meu paraíso
Onde me
perco
Me acho
Me completo
Você olha
E não
acredita
Mas eu te
digo
Não é
Apesar
Dessa linda
mulher
sábado, 22 de agosto de 2015
CRÔNICAS INACABADAS - PARA OS MEUS BEBES
Pés
de poesias
Que
dão versos em cachos
Nos
seus cheiros
Nos
seus abraços
Em
que me encaixo
E
viajo baixo
240
Todo
mundo gosta
De carinho
Todo
mundo gosta
De colinho
Todo
mundo quer
De natal
ganhar
Um
carrinho
A mamãe
entende
O que diz
O bebê
232
É tão
gostoso
O
leitinho leitoso
O calor
da sua pele
E o amor
Que
transborda nos seus olhos
228
A boca
serve para falar
A boca
serve para comer
A boca
serve para beijar
A boca
serve para chorar
A boca
serve para sorrir
Para
abrir portas
Para
soprar velas
Para
encantá-las
Para
fazer bolinha de cuspe
218
Tanto me
encanta
A criança
Que depois
De só
dormir
Chorar
E mamar
Aprende a
sorrir
265
O colo do papai
Não é tão gostoso
Quanto o da mamãe
Mas o papai
É divertido
Faz cossequinhas no neném
272
Quando o sono bate
O neném resiste
Chora
Esperneia
Quer aproveitar
Mas é preciso dormir
Para crescer
É preciso dormir
Para sonhar
314
Praia deserta
A família se diverte
Mãe cuida do bêbe
243
Só seu
colo
Nos cala
263
O menino
Nos ensina
A distrair
E abstrair
A dor
Com um
colo
Um carinho
Com uma
música
E suas
doces palavras
305
O pé do
neném
É quase
uma mãozinha
Até bate
palminha
Vai o
dedão do pé
Até
A boquinha
296
Num parque
De flores
E pássaros
De ar
E água
limpos
Na
floresta
Que resta
A criança
brinca
292
Quando eu
ouço mamãe
Dá
vontade de um colinho ganhar
Sentir
aquele cheirinho gostoso
Que só
ela tem
Aquele
leitinho
Sempre
prontinho
Sempre
quentinho
Com todo
carinho
Que só
ela tem
274
O pelicano
Mora no
oceano
E tem o
bico
Maior do
que o estômago
Onde
guarda
Para o
almoço
Um peixe
longo
Com seu
corpo de pelúcia
E asas de
plástico
Distrai o
menino
268
Esporte
do momento
Arthurofilismo
246
Roic roinc
Faz o
gancho
Da rede
Pendurado
Na parede
Voa o
menino
Mais do
que em pensamento
Sentindo
o vento
Que
assanha seus cabelos
Cada
balanço
São
léguas viajadas
Nas
estradas
Da
imaginação
188
Para o Bê
No desenho
Como na
vida
Sempre
que se olha
Há o que
melhorar
O desenho
É preciso
acabar
A vida
É infinita
Enquanto
durar
O esforço
É a chave
E o
veículo
Para te
levar
Onde
queres chegar
500
Para o bebe
Tem mais som
As tarraxas
Do que as cordas do violão
501
Entre tantas
Idas
E vindas
Entre
A demora
Da jornada
E a volta
Para casa
Ele guardou
Seus primeiros passos
Para mim
Idas
E vindas
Entre
A demora
Da jornada
E a volta
Para casa
Ele guardou
Seus primeiros passos
Para mim
502
São poéticos
Todos
os atos
Da
criança
Inocência
Que encanta
São apoteóticos
Os primeiros
passos
As primeiras
sílabas
As
primei birras
Alegria
da família
503
Para fazer poesia
Tem que ter arte
Para fazer gol de placa
Para acertar a veia d'água
A picanha com óleo
Fazer a pipa que voa
Tem que ter arte
Para fazer gol de placa
Para acertar a veia d'água
A picanha com óleo
Fazer a pipa que voa
Arte a parte
É fazer o nenem dormir
É fazer o nenem dormir
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