sábado, 12 de setembro de 2015

FICOU COMO SERIA.

Manuela seria
Mas  ela
Não esperou
A primavera
Apesar
Que a cidade
De flores já se vestia
Para sua espera
Ficou então
Maria
Que rima
Com poesia
Amor
E alegria
É o nome da minha avó
E da tia
Mais tia
De todas as tias
Tia Neném
Do tio Manoel

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

SÓ PARECE.

Você que olha
E não sabe que é
Te digo de cara
Não é o Richard Gere
Apesar
Que tenho
Uma linda mulher
Que está barriguda
Grávida de uma menina
Dos seios fartos
Olhos grandes
Cabelos lindos
Viçosos
E boca
Que é
Doce de leite
Azeite
Em que me rego
Lambuzo
Me esfrego
Amor aventureiro
Romance quente
Para toda vida
Meu paraíso
Onde me perco
Me acho
Me completo
Você olha
E não acredita
Mas eu te digo
Não é
Apesar
Dessa linda mulher

sábado, 22 de agosto de 2015

CRÔNICAS INACABADAS - PARA OS MEUS BEBES

Pés de poesias
Que dão versos em cachos
Nos seus cheiros
Nos seus abraços
Em que me encaixo
E viajo baixo

240
Todo mundo gosta
De carinho
Todo mundo gosta
De colinho
Todo mundo quer
De natal ganhar
Um carrinho


 235
A mamãe entende
O que diz
O bebê

232
É tão gostoso
O leitinho leitoso
O calor da sua pele
E o amor
Que transborda nos seus olhos

228
A boca serve para falar
A boca serve para comer
A boca serve para beijar
A boca serve para chorar
A boca serve para sorrir
Para abrir portas
Para soprar velas
Para encantá-las
Para fazer bolinha de cuspe

218
Tanto me encanta
A criança
Que depois
De só dormir
Chorar
E mamar
Aprende a sorrir

265
O colo do papai
Não é tão gostoso
Quanto o da mamãe

Mas o papai
É divertido

Faz cossequinhas no neném

272
Quando o sono bate
O neném resiste
Chora
Esperneia
Quer aproveitar
Mas é preciso dormir
Para crescer
É preciso dormir
Para sonhar

314
Praia deserta
A família se diverte
Mãe cuida do bêbe

243
Só seu colo
Nos cala

263
O menino
Nos ensina
A distrair
E abstrair
A dor
Com um colo
Um carinho
Com uma música
E suas doces palavras

305
O pé do neném
É quase uma mãozinha
Até bate palminha
Vai o dedão do pé
Até
A boquinha

296
Num parque
De flores
E pássaros
De ar
E água limpos

Na floresta
Que resta
A criança brinca

292
Quando eu ouço mamãe
Dá vontade de um colinho ganhar
Sentir aquele cheirinho gostoso
Que só ela tem
Aquele leitinho
Sempre prontinho
Sempre quentinho
Com todo carinho
Que só ela tem

274
O pelicano
Mora no oceano
E tem o bico
Maior do que o estômago
Onde guarda
Para o almoço
Um peixe longo

Com seu corpo de pelúcia
E asas de plástico
Distrai o menino

268
Esporte do momento
Arthurofilismo

246
Roic roinc
Faz o gancho
Da rede
Pendurado
Na parede

Voa o menino
Mais do que em pensamento
Sentindo o vento
Que assanha seus cabelos
Cada balanço
São léguas viajadas
Nas estradas
Da imaginação


188
Para o Bê

No desenho
Como na vida
Sempre que se olha
Há o que melhorar

O desenho
É preciso acabar
A vida
É infinita
Enquanto durar

O esforço
É a chave
E o veículo
Para te levar
Onde queres chegar

500
Para o bebe
Tem mais som
As tarraxas 
Do que as cordas do violão

501
Entre tantas
Idas
E vindas
Entre
A demora
Da jornada
E a volta
Para casa
Ele guardou
Seus primeiros passos
Para mim

502
São poéticos
Todos os atos
Da criança
Inocência
Que encanta

São apoteóticos
Os primeiros passos
As primeiras sílabas
As primei birras

Alegria da família

503
Para fazer poesia
Tem que ter arte
Para fazer gol de placa
Para acertar a veia d'água
A picanha com óleo
Fazer a pipa que voa
Arte a parte
É fazer o nenem dormir




quarta-feira, 19 de agosto de 2015

VESTÍGIOS DE UM TEMPO.



Adorei receber e ler o livro Vestígios de um Tempo, com textos da família Saldanha Pimenta, compilados pelas Tias Teresinha e Alzeni Saldanha. Nas lembranças de cada um vertem momentos de alegria, de amor e de fraternidade, mas também as intempéries de dias difíceis de um tempo duro, que enfim demonstrou nossa capacidade de sermos felizes acima de tudo e evoluir sempre.
O mais interessante que me veio do que li foi constatar que minhas tias, senhoras muito sérias e responsáveis, que aqui se mostram sem o véu da autoridade familiar, também foram crianças cheias de travessuras e sonhos, que tinham suas rebeldias e testavam os limites do sistema como qualquer criança. Tinham suas birras e preferências, mas cresceram e entenderam as diferenças, evoluíram, guardando, no fundo, o doce de ser criança.
Nestes escritos fica latente que uma família é feita de pais, mães, e também de filhos, irmãos, tios, primos... e é sustentada no amor, que é motor de todo comprometimento, no perdão e convivência com as diferenças, focando no que é convergência.
Da patotinha relatada pelas Tia Fatinha e Gorete eu me lembro muito bem, pois eu era figurinha carimbada nas férias jussarenses. Recordei-me de pronto da primeira vez que fui ao cinema, quando tinha um em Jussara. Era à noite e o filme era um preto e branco romântico. Lembro-me da primeira cena do galã com a mocinha, minhas primas e tias se derretendo todas, e depois me lembro delas me acordando para irmos para casa: dormi o filme inteiro e perdi o valor do ingresso. Outro fato que pode ter me marcado, mas felizmente não me deixou sequelas, foi quando essa patotinha formada pelas Tias Gorete e Fatinha, mais as filhas da Tia Aurizete, me vestiram de mulher e me maquiaram. Meu pai chegou e viu a cena, sem que elas tivessem tempo de desfazer a traquinagem. Não sei qual foi o tamanho da bronca para elas. Era muita imaginação naquelas seis cabecinhas.
Lembro-me do Jeep e das camionetes do Tio Gabriel, dos fins de semana na Serra do Chumbo, da casa, do curral, do monjolo e da vista da serra ao fundo da casa, onde matacões de granito, empilhados, formam belas e imponentes esculturas. Hoje, geólogo com o poder de falar e ouvir as pedras, me cobro voltar lá e como portador de uma boa máquina, tirar fotos e postar neste blog.
E quem é capaz de esquecer o dia em que me perdi na serra? Tinha ido com o Tio Antônio e mais uma molecada buscar abóbora no milharal. Resolvi voltar antes e me vi num labirinto de milho que já estava maior do que eu. Perdi a direção e sai do milharal para o mato por onde apontava meu nariz. Segui em frente e quando percebi que estava perdido, não sei por que motivo, resolvi continuar em frente. Andei léguas até encontrar uma casa, onde fui pedir água. Ao ser indagado o que fazia ali sozinho, respondi que estava perdido e o senhor me levou a cavalo de volta. Chegando à fazenda estavam todos desesperados, tinham gritado por mim a manhã inteira, desde que tinham dado minha falta.
Teve uma história de que não me esqueço: foi um veado que o Tio Gabriel ganhou de não sei de quem. Só sei que o bicho era brabo e me pegou no quintal cercado. Eu corria e o bicho me derrubava, eu levantava e ele me derrubava de novo até que alguém veio me salvar, mas não sem antes ganhar uns bons esfolados.
Eram férias inesquecíveis, nos divertíamos o mês inteiro. Nos dividíamos entre a casa da minha avó Maria, mãe da minha mãe, do meu avô José, pai do meu pai, da Tia Neném e Tio Manoel, Tia Aurizete e Tio Gabriel. Era muita gente para nos agradar.
Outro fato interessante que me trouxe o livro, foi constatar que um dos pores de sol que a Tia Teresinha destacou em um dos seus textos, foi um que assistimos no Lago Guaíba em Porto Alegre. Fico muito feliz ao relembrar aquela viagem pelo Rio Grande do Sul com a tia mais viajandona da família.
O livro conta histórias de um tempo duro, de um povo bravo. O que somos hoje mostra que evoluímos, seguimos os exemplos de nossos avós que vieram para Goiás para mudar para melhor. Aposentamos a palmatória e aprendemos a ensinar e aprender pelo amor e os dias são cada vez melhores.
Obrigado Tia Auzeni, Tia Teresinha e a todos que contribuíram pelo belo presente para toda família, por esse mergulho na nossa história, que nos ajuda a entender quem somos e passa a limpo nossos mais profundos sentimentos. Um guia para nosso futuro. Obrigado por nos proporcionar conhecimento dos atos e fatos dos que nos antecederam, e do valor dos que construíram os alicerces do que somos hoje.
Termino com um poema que resume o que somos hoje.



Oh! Deus
Se é que existes
Só te peço
Não me castigues
Pela vida boa
Que eu levo



domingo, 16 de agosto de 2015

CAIXOTE DE POESIAS NO FICA - CIDADE DE GOIÁS.

Após estrear em Belo Horizonte dia 08 de agosto e passar por Goiânia, no dia 11 de agosto, nos restaurantes Casa Blanca e Magia do Mar, o Caixote de Poesias esteve na Cidade de Goiás - GO, nos dias 12 e 13 de agosto, durante o XVII FICA -Festival Internacional de Cinema Ambiental. A megaestrutura, composta por um caixote e um megafone, foi montada na Praça do Coreto, no Largo do Chafariz e no Restaurante Dali. Por onde passou o poeta Marcos Pimenta declamou poesias do livro Poesia só de Brincadeira, poesias deste blog e algumas inéditas. O Caixote de Poesias foi muito bem recebido por quem assistiu, como um projeto inédito, inusitado e audacioso, destacando-se pela facilidade e praticidade para levar a poesia à rua. No dia 13 o caixote visitou os estúdios avançados das rádios Sertaneja 107,3 FM e da RBC AM\FM onde o projeto foi apresentado ao vivo, juntamente com seu idealizador e executor, que declamou para os ouvintes poesias de temas variados.
As poesias, bem como o livro, foram bem avaliados pelo público composto por espectadores, organizadores e profissionais da imprensa que cobriam o festival.

 O Caixote cumpriu sua função de levar o poeta e sua obra para o público, onde este estiver, fazendo a poesia viva e dinâmica, e colocando o poeta no melhor momento e lugar para o poeta estar, no lugar de declamador e intérprete da sua obra. O registro fotográfico foi feito pelos fotógrafos Zuhair Mohamed e  Daniela Braga.

http://www.goiasagora.go.gov.br/poeta-escolhe-o-fica-para-divulgar-seu-trabalho/








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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

CAIXOTE DE POESIAS.

O Caixote de Poesias é um projeto que objetiva levar a poesia para as ruas, para as praças, para feiras e onde houver gente disposta a ouvir.
Idealizado pelo poeta Marcos Pimenta, a partir de caixotes de frutas, o menor palco do mundo é também o mais prático e viável. Capaz de colocar o poeta diante do público, onde este estiver, em seu melhor momento, que é o de declamar e interpretar suas poesias.
A mega estrutura, composta por um caixote e um megafone, viaja em qualquer bagageiro de ônibus ou avião sem pagar excesso de bagagem e pode ser montada em qualquer lugar, sem a necessidade de uma equipe técnica. Do alto do caixote a poesia viaja nas mentes, mesmo que por um instante, dando sentido ao poeta e às palavras.
O repertório é composto por poesias de Marcos Pimenta publicadas nos livro e blog Poesia só de Brincadeira, bem como poesias inéditas, escolhidas conforme o público e momento da apresentação.
As apresentações acontecerão sem a necessidade de prévio agendamento, conforme a disponibilidade do poeta e dos locais, mas poderão também ser agendadas pelo email poesiasodebrincadeira@gmail.com.


O Caixote de Poesias fez sua estréia dia 08 de agosto de 2015 na Praça JK em Belo Horizonte  –MG.  Numa manhã de sábado ensolarado, o poeta subiu no Caixote e declamou para o público presente, composto por pais e filhos que desfrutavam da manhã de lazer, além das pessoas que aproveitavam o espaço para suas atividades físicas. Poesias inspiradas nas crianças, no amor e pela Cidade de Belo Horizonte foram apresentadas.