sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

PAPEL DO POETA.

299
O poeta
É leitor
De sentimentos
Tradutor
Para o consciente
Do inconsciente
Coletivo

O extraordinário
E o cotidiano
Traçados
No mesmo plano
É criança
Trocando letras
Inventa sentidos
Faz festa
Por qualquer motivo
Colore a cena
Conta a notícia
Como um florista
Que entrega sonhos
À domicílio

Planta palavras
Dramatiza
Como o adubo
Potencializa
Cultiva
E colhe
Sentimentos

Cumpre sua sina
Faz a história
Opina
O mundo
A vida
A lida
Sua oficina

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

LEMINSKIANDO II

291

Comi
Tapioca
Pirarucu
Curimatã
Mas tucumã
Não pude provar
Ouvi
O
Can
to
Da
Ma
Ta
Mas
O
Ira
Pu
Ru
Não
Pude
Escutar







terça-feira, 30 de dezembro de 2014

VOLTANDO DA AMAZÔNIA.

290

Hoje conheci
De Alvinópoles
E Itabira
José Augusto
Lúcido
Como um menino
Que percorreu
Um longo caminho
De burro
Na ladeira
No trecho
De escavadeira


Não vi seus calos
Só seu sorriso
Em suas histórias
Gratidão
Por um tempo bom
Que é cada dia melhor
Seu propósito
De estar ativo
Como um menino
Que aprendeu a andar
Não perde a dança
Encanta a dama
E a plateia
No salão
Na vida
A mesma tática
Leveza no passo
E condução segura
Cabeça erguida
E um brilho nos olhos

Sucesso
Pela simpatia
Pela simplicidade
Dos humildes
Pela garra
E segurança
Dos que se contentam
Sem se contentar
Vende
Empreende
E não guarda o lucro
Só para si

Pelo acaso
Ou pelo destino
Sentastes
Ao meu lado
Meu mais novo amigo
Tão antigo
Pelo tanto
Que foi bom
Te r te conhecido
















HAI KAI DE VERÃO.






287
Mundo paralelo
No espelho d´água vejo
Cheia Amazônica



domingo, 28 de dezembro de 2014

HOMENFOBIA.



281
Postei
Bosta
No ventilador
Disseram
Que riram tanto de mim
Mas acho que foi ódio
Que sentiram
Por eu ter nascido
Por eu ser assim

Falaram tanto de prazer
Mas com tanto ódio
É possível gozar?
Sublimar?
Transcender?

Com essa bandeira
Tão pesada
Não é possível ser leve
Para decolar
Essa doutrina
Que pensa te libertar
Só te oprime
Só te consome
Acuada
Segues atirando
Repulsas o colo
Esconde-se na trincheira
Vives à míngua
Detonando com a língua
Qualquer um que se aproxima

Achas que és forte
Eu que tenho a sorte
Assisto de camarote
A bosta se espalhar
A vida é uma escola
E esta lição
Não preciso repetir
Segue tua luta
Esta disputa
Por um espaço
Que não quero conquistar
Sigo no meu mundo
Meu paraíso
Onde mais nada
Eu preciso

Foi bom ter te conhecido
Mas somos incompatíveis
Por isso me despeço
E que sejamos
Todos felizes


quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

FELIZ NATAL QG-04.





281
Natal
Independente
Do que se acredita
Momento de encontro
Pausa para um abraço
E para te dizer
O quanto és importante
De se confraternizar
Com os amigos
Inclusive
Os que não se conhece

Renovar os ideais
De afeto
Harmonia
E união

Mais do que o presente
Conta
Estarmos  presentes
Mesmo estando tão distantes

Inspira generosidade
Solidariedade
E o amor incondicional
Mais do que em uma noite
O devemos fazer
Durante todo ano

Felicidade
Geral e irrestrita
É o que eu quero
E desejo
Para o mundo inteiro