sábado, 7 de junho de 2014

I MAR GI M DI ST ORC ID A.



189

Desculpa
Se viajei naquele dia
Ao ver sua fotografia
Por desejar
Imaginar
Minha boca na sua
Se distorci
O que me disse
Quando sua mão
Junto à minha
No meu bolso
Se aquecia
Se me perdi na magia
Do seu sorriso
Do seu olhar
Na minha necessidade
De brincar

Viajei
Mas quero voltar
Ter sua amizade
E tudo de bom
Que podemos compartilhar
Te desejo hoje
Todo amor do mundo
E felicidade no seu dia


quinta-feira, 29 de maio de 2014

SOBRE O TEMPO.



186
Feliz de quem sabe
Dominar o tempo
Demorada
Ou rapidinha
Conforme
A adrenalina
O lugar
E o momento

Só queria
Inverter sua lógica
Que passa rápido
Quando estamos perto
E quando viajo
Se arrasta lento



segunda-feira, 26 de maio de 2014

PARA O BÊ.



188
No desenho
Como na vida
Sempre que se olha 
Há o que melhorar




O desenho
É preciso acabar
A vida
É infinita
Enquanto durar
O esforço
É a chave
E o veículo
Para te levar
Onde queres chegar




sexta-feira, 25 de abril de 2014

FLORES, SEMENTES E FRUTOS.

184
Te rego
Com a língua
E com os dedos
Com palavras doces
Aos ouvidos
Pelo telefone
Quando te ligo
E te digo
Que te espero
Que te quero
Acima de tudo
Com o meu olhar
Janelas de mim
Com minha pele
Na sua pele
Perfeitas
Física
E química

Me planto em ti
Terra úmida
E fértil
Seu calor
Detona em mim
Uma explosão
De flores
Sementes
E frutos

Você se faz enchente
Onde não me afogo
Só navego
Sua água que é fogo
Que me acende
Queima
Arde...



quinta-feira, 24 de abril de 2014

FALTANDO UM PEDAÇO.

168
Mulher com mulher
Falta um pedaço
Sobra um buraco
Homem com homem
Sobra um pedaço
Falta um buraco
Homem com mulher
Pode ser normal
E faltar o essencial





quarta-feira, 16 de abril de 2014

VIRANDO POETA COM O TEMPO.

181
Descendo a rua 55
Fiz minha primeira poesia
Não sei se foi eu
Quem a fiz 
Ou ela
Que me fez poeta
Naquele dia

Depois disso
Percorri muitas ruas
Estradas
E trilhas
Viajei para Minas
Fui para o Sul
Hoje moro numa ilha

Conheci o mar
Os pores de Sol
A lua cheia
E o amor

A Via Láctea eu vi brilhar
Branca leitosa
Pela primeira vez
Subindo o Itacolomy
Apesar de todas as Luas Novas
Que tinha vivido
Até ali

Comecei despretensioso
Piegas
E lugar comum
Vi a vida passar
Na ponta do lápis
Em papéis diversos
Uns guardados
Outros
Em guardanapos
Dispersos

Já escrevi em celular
Em computador
Com pen drive
Para guardar
Num backup
Até que seja blogado
Ou impresso
Vire poesia e brincadeira
Para agente brincar
Ou fique guardado só para mim

Aí sim
Virei o verdadeiro poeta
De versos
Diversos
Divertidos
Registrados
Com copyrigtht
Foram lidos
Degustados
Repetidos
Sussurrados
Aos ouvidos
Já vendi livro
Diploma de um ofício

Penso
Falo com métrica
E rima na hora certa
Uma ideia bacana
Mais uma poesia na cama
Antes de dormir