terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

LITERATURA INFANTIL

O bebê
Gosta tanto de ler
Come palavras
Em qualquer papel
Que vê
O poeta Marcos Pimenta esteve neste domingo 23/08/2015, na Feira de artesanatos da AV Afonso Pena em Belo Horizonte. Declamou poesias para quem quis ouvir numa manhã ensolarada e movimentada.
Quem apareceu por lá foi o Poeta Ismael Rocha, que declamou também e cantou para os passantes e os que pararam para ouvir. O Caixote segue por aí e você pode o encontrar onde tiver alguém para ouvir.

Mero Palavreado

Olho 
Mas não colho
Molho
Mas não malho
Sem trocadilho 
Faço com óleo
E alho
Molho
De repolho
Com retalhos
Me agasalho
Me expando
Me espalho
Me recolho
Espantalho
Cumpindo sua função
Trabalho
Pra caralho
Para colocar 
O milho 
Na mesa
Carrego o peso
Que fortalece
O espírito

Tudo na vida
Tem um sentido
E se não houver
Iventemos um

Todo poeta
Deve ter
Lápis e papel
Na cabeceira
Para anotar
Os segredos
Que lhe conta

O travesaseiro
Para que
Como o fotógrafo
Que sempre tem
A máquina prota
Não perder
O instante



Desculpa de preguiçoso

O poeta
Não decora
As poesias
Que escreve
Para guardar espaço
No HD
Para decorar
As que ainda faltam

Escrever


Minha faca
Veste justa
Na sua bainha
Sua pomba
Minha rola
O calor da sua voz
A maciez dos seus cabelos
O toque dos seus dedos
O cheiro da sua orelha

domingo, 9 de fevereiro de 2020

CICLO DAS ALMAS.





Trilha dos canyons, Chapada dos veadeiros, Aalto Paraíso - GO

Poesia declamada na Gruta Kiva, localizada no Parque Estadual do Pico do Itacolomy em Ouro Preto - MG. 

https://www.instagram.com/p/ByNMfUJA3qX/?utm_source=ig_web_copy_link

sábado, 19 de janeiro de 2019

OUTRA JORNADA

"A felicidade 
É um sapato apertado"
Sensacional
Desembarcar
Agora vou colher as poesias 
Que plantei
Naquele mar

Do sol
Do sal
Do mel
Farei minha pintura
Dos pés na terra
Um vôo 
Nas alturas

Quem espera
E espera
Vale
A demora 
Todas as voltas
E idas

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

LONGA JORNADA.


526


Vi o mar
Vi golfinhos
Peixes voadores em bando
Vi a Lua crescer
Vi a Lua minguar
Se renovar
Nesse universo cíclico

Vi amigos
Vi sorrisos
Vi litígios
Vi o brilho
No olho de cada um

Vi rocha
Vi fósseis
Vi vestígios
Dos fluidos
Que nela continham

Vi camadas
Andares
Eras
E eons

Vi seus seios
Senti seu beijo
Vi seu corpo
Mapeei-o
Com língua
E com os dedos
Com meu queixo
Com meu rosto
E a barba no ponto
Te dei meu gozo
Sozinho
Na noite dia
De insônia

Rezei
Para que
No grande dia
Da minha vida
O voo
Fosse preciso
Seguro
E sem atraso
Que não chovesse
Ou houvesse acidente
E engarrafamento
Para não perder a hora
Do seu encontro

Vi o amor
Vim para amar