terça-feira, 4 de novembro de 2014

TODO PODER AO POVO.

230
Quem tem medo do poder do povo?
Dos Conselhos populares
Plebiscito
Democracia participativa

Vamos mudar de verdade
sem ódio
E com muito amor à pátria
Não ao impeachemient
Sim ao projeto de lei de iniciativa popular
À petição publica
À reforma política

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

EU E O JIPE.

227
Quando crescer
Quero muitos livros
Vender
Para comprar um jipe
Visitar o Araripe
Respirar o ar
Do Maranhão
Ouvir o canto da graúna
Descansar à sombra do juazeiro
Enquanto
Conto
A mala de dinheiro

Quero me perder nas chapadas
À pé
Chegar
Bem devagar
Curtindo o caminho
E o caminhar
As imagens que brotam nas vistas
Viram poesias na mente
Enquanto as mãos
Seguram o volante
Do jipe
Impedidas de escrever

Quero fazer poesia
Por encomenda
Que mesmo sem rima
Venda
E o químico Renan
Possa levá-las
Para lê-las
Nas dunas de Cidreira
Genipabu
Ou Jalapão




segunda-feira, 20 de outubro de 2014

BOLINHA DE CUSPE

228
A boca serve para falar
A boca serve para comer
A boca serve para beijar
A boca serve para chorar
A boca serve para sorrir
Para abrir portas
Para soprar velas
Para encantá-las
Para fazer bolinha de cuspe


sábado, 18 de outubro de 2014

DOCE MISTURA.



226
Arroz com feijão
Índia e o português
Japonesa e o alemão
Negra e o francês


A mistura
Que tempera
Dando furta cor
À raça pura
Suaviza os traços
Acentua as curvas
Melhora
Pela mistura
Faz o prato colorido
E saudável
Imune às intempéries
A evolução
Que se processa
Pela mistura
E a seleção


Beleza exótica
E brejeira
Olhos
Peles
Cabelos
Combinados
Da melhor maneira
Tesouro de um país
multicolor

Como disse
Um poeta brasileiro
Ou poderia tê-lo dito
Qualquer um
“A mistura
É que apura
A raça”










sexta-feira, 10 de outubro de 2014

DECIDI O MEU VOTO.

224
Hoje escrevo
De modo tradicional
Pelo celular
Com hábeis
Polegares opositores

Estou voltando para casa
De mochila vazia
Vendi todos os livros
Que levei
Sou um sucesso
Na poesia

No táxi
Do aeroporto
Para o aeroporto
O taxista
Com argumentos
Irrefutáveis
Me convenceu
A votar em Dilma
Morador de uma favela
Seu desejo
É que chegue logo
A UPP
Sua filha estuda
Em escola particular
E  faz ballet
Pode sonhar
Vi o que era antes
E como agora está

Não caminhamos
Para Cuba
Ou Venezuela
Mas para uma Suíça
Ou Noruega

Dilma é a esperança
Não o retrocesso
Para o que sabemos que é pior

Me convenci
Porque estava ali
Que mais precisa
Da política de um governo

Saí dali
Repetindo o discurso
Subi na mesa
Falei alto
Para todo mundo ouvir
Chamei a massa
Para ir para as ruas
Para preservar o que está bom
E corrigir
O que não está
Mas nunca regredir

Chamei a massa
Contra a imprensa
Opressora
Para espalhar
O argumento do taxista
Combater a mentira
Com esperança
E amor