Vou me livrar de tudo
que é fútil,
que é inútil,
que tem medo,
e indecisão,
de tudo que é lento inseguro,
que me atrasa a vida que é curta.
Se quer perigo,
vem comigo,
mas se quer abrigo
ou um amor tranquilo,
não me siga.
O porto seguro
fica muito além
das tormentas desse mar
em que um dia
eu de me afogar
atrás do canto de alguma sereia,
de algum tesouro perdido.
Ou simplesmente
da profundeza,
do infinito.
É nesse mar que navego
ao sabor do vento
onde ei de naufragar
e renascer.
Porque?
eu não pergunto,
só sigo o rumo.
O
chegar e o cominho,
tudo que interessa.
Sem explicar,
sem entender,
sem ter pressa,
sem perder tempo,
nem o momento
em que o universo conspira