quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

CICLO DAS ALMAS.



313
Rói
o rio
a rocha

Lambe
com sua língua
química
rapadura
até que fura

Abre a fratura
o vale
por onde a água
passa
para seu descanso

Mas água
é que nem alma
nunca para
volta sempre

Mas alma
é que nem água
nunca para
volta sempre

Mas água
é que nem alma
nunca para
volta sempre

Mas alma
é que nem água
nunca para
volta sempre

Mas água
é que nem alma
nunca para
volta sempre

Mas alma
é que nem água
nunca para
volta sempre

Mas água
é que nem alma
nunca para
volta sempre




sábado, 17 de janeiro de 2015

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

PAPEL DO POETA.

299
O poeta
É leitor
De sentimentos
Tradutor
Para o consciente
Do inconsciente
Coletivo

O extraordinário
E o cotidiano
Traçados
No mesmo plano
É criança
Trocando letras
Inventa sentidos
Faz festa
Por qualquer motivo
Colore a cena
Conta a notícia
Como um florista
Que entrega sonhos
À domicílio

Planta palavras
Dramatiza
Como o adubo
Potencializa
Cultiva
E colhe
Sentimentos

Cumpre sua sina
Faz a história
Opina
O mundo
A vida
A lida
Sua oficina